segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Rio Grande do Sul [5]

Justas homenagens ao cancioneiro gaúcho!





Rio Grande do Sul [4]

Há quem contexte nossa cultura
principalmente os historiadores
falam que fomos uma cultura criada
mesclada e resgatada para criar esse sentimento de regionalismo
mas eu discordo com essas pessoas
o sentimento de regionalismo já existia
ainda somos provincianos, e nos orgulhamos disso
o fato de ser uma cultura criada não anula o fato de ser uma cultura
o fato de ser relativamente nova nos seus 65 anos
não desmerece a beleza e a intensidade do clamor de amor à nossa terra
ser gaúcho é um estado de espírito que se rejuvenesce a cada segundo
e se minha cultura é contextavel para alguns pouco alienados
meu regionalismo e meu amor a esses pagos não é
tenho orgulho de ter feito parte do tradicionalismo
esse grito de paixão pela essência do meu estado
e me sinto no direito de gritar quantas vezes me for conveniente:
viva o Rio Grande do Sul!



Imagens do ENART - Encontro de Arte e Tradição Gaúcha - o maior festival amador de cultur e folclore da América Latina.

Rio Grande do Sul [3]

Pois é.

O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos.

Olham o escândalo na televisão e exclamam 'que horror'. Sabem do roubo do político e falam 'que vergonha'. Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam 'que absurdo'. Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem 'que baixaria'. Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram 'que medo'. E pronto! Pois acho que precisamos de uma transição 'neste país'. Do ressentimento passivo à participação ativa'.

Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.

Abriram com o Hino Nacional.

Todos em pé, cantando. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!

'Como a aurora precursora /
do farol da divindade, /
foi o vinte de setembro /
o precursor da liberdade '.

Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.

Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é 'comunidade'. Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é... Foi então que me deu um estalo.

Sabe como é que os 'ressentimentos passivos' se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de 'basta' contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil?

De São Paulo é que não será. Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem 'liga'. Cada um por si e o todo que se dane.

E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes. Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa 'liga'. A mesma que eu vi em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão
em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.

Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles. De minha parte, eu acrescentaria, ainda:

'...Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra...'

Texto de Arnaldo Jabor

Rio Grande do Sul [2]

"Mostremos valor, constância
nesta ímpia e injusta guerra
sirvam nossas façanhas
de modelo a toda terra"

comemoração 175 anos da Revolução Farrouplha
não apenas um movimento separatista do Brasil, então império
um grito de liberdade de pensamentos
de um povo abençoado por Deus

Rio Grande do Sul [1]

Hoje é um dia para comemorar o provincianismo
este sentimento de regionalismo extremo
que, em todo o Brasil, somente neste estado se expressa
como uma insanidade
uma doença
uma ausência de razão
onde só o coração fala
grita
expande
o orgulho de não saber ser outra coisa na vida
gracias meu Deus
por ter me feito gaúcho!

sábado, 18 de setembro de 2010

Mercedita

a verdadeira expressividade do gaúcho...
gaita de botão do Renato Borghetti e piano de Geraldo Flach exalando o chamamé mais conhecido do cancioneiro regional...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Restaurante Universitário

Muita gente me contexta o que aprendo fazendo mestrado na UFRGS...
Esse foi o principal ensinamento...

Chiquitita

Tenho uma paixão efêmera e resgatante por ABBA
pelas músicas cheias de vida e sentimento
a vibração da Frida
e a depressividade da Agnetha
mas admiro-os principalmente pela originalidade
ninguém imaginaria uma banda sueca cantando inglês
que dirá em espanhol
fazem seus próprios singles originais

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

BritAwards

This is for Alexander McQueen...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

VideoPoesia

Nem todo mundo gosta de ler
mas todo mundo pode perder dois minutos ouvindo

voz de Paulo Autran
versos de Carlos Drummond de Andrade

Canção para Álbum de Moça...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Soneto dos Ciclos

Construo meus ciclos
na verdade, micro-ciclos
caminho em círculos
vagando, cantando

retrato cubículos
publico em fascículos
alguns fatos verídicos
outros fatos, nem tanto

Feridas que abrem
Cortinas que fecham
Anéis que não cabem

Sonhos que me deixam
Cortinas que não abrem
Feridas que não fecham

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Padrinho

tinha simplicidade
com um tanto de arrogância
e vontades confusas de referências bibliográficas
mas os versos eram meus
e ele apadrinhou meu verso
me trouxe toques de violão
mesmo não tocando uma nota sequer
me cantou o poder da mente
mesmo com um total desafino
encantou-se com noites de terças
caminhou por tardes póstumas
mudou
brincou
voou
brilhou
e hoje celebra
não a vida
não a morte
não a amizade
celebra a ciência
de que o verde não existe
o verde nada mais é que o azul
com nuances de amarelo
feliz aniversário, meu caro!

Elefante

Em 1986, Peter Davies estava de férias no Kenia depois de se graduar na Northwestern University. Em uma caminhada ele avistou um jovem elefante que estava com uma pata levantada. O elefante parecia muito estressado, então Peter se aproximou muito cuidadosamente. Ele ficou de joelhos, examinou a pata do elefante e encontrou um grande pedaço de Madeira enfiado. O mais cuidadosa e gentilmente possível Peter removeu com a sua faca o pedaço de madeira e o elefante cuidadosamente colocou sua pata no chão.

O elefante virou para encarar o homem com grande curiosidade no seu rosto e o encarou por tensos e longos momentos. Peter ficou congelado pensando que seria pisoteado. Depois de um certo tempo o elefante fez um barulho bem alto com sua tromba, virou e foi embora. Peter nunca esqueceu o elefante e tudo o que aconteceu naquele dia.

20 anos depois, Peter estava passando pelo Zoológico de Chicago com seu filho adolescente. Quando eles se aproximaram da jaula do elefante uma das criaturas se virou e caminhou para um local próximo onde Peter e seu filho Charles estavam. O grande elefante encarou Peter e levantou sua pata do chão e a baixou, ele repetiu varias vezes emitindo sons altos enquanto encarava o homem.

Relembrando do encontro em 1986, Peter ficou pensando se aquele era o mesmo elefante. Peter reuniu toda sua coragem, escalou a grade e entrou na jaula. Ele andou diretamente até o elefante e o encarou. O elefante emitiu outro som alto, enrolou sua tromba na perna de Pete e o jogou contra a parede matando-o. Provavelmente não era a mesma porra do elefante de 1986.

Gringoletando

mensagens nada subliminares que vem de Portela, passam pela minha boca, mas não voltam pra Portela...

Retrocesso

Ando vertiginoso
cometendo insanidades cumulativas
sem sequer ânimo pra correr...
posso levar a vidinha de casal tão facilmente
que experiências antigas já me direcionam pro piloto automático
o banho
a janta
os gatos
a massagem nos pés
o sexo pré-sono
mas qual a graça de tamanha submissão?
limpar-se
fazer comida
dar comida
oferecer conforto
e, por fim, luxúria
ah, saudosa luxúria
tão essencial
tão fundamental
encaixe de coxas
por míseros segundos
que não conseguem se eternizar
enigma magnético
por noites inteiras
que acabam e recomeçam vazias
faltaram muitos temperos
sais no banho
noz moscada na janta
manjericão nos gatos
cânfora nos pés
pimenta na cama
sobrou tudo igual
mais do mesmo
tão insípido
tão sem sal

sábado, 11 de setembro de 2010

FunKultura

Quem diz que não existe cultura no morro do Rio!?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Noveleiro

Algumas cenas memoráveis da TV brasileira...







quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ivete

To leve...
preciso de algo que me faça tirar os pés do chão...
chama Veveta que eu pulo, certo!
Tem quem chame ela de cafona, arrogante, péssima
mas eu discordo
gosto muito do trabalho dela e do domíni de público que ela tem
e acho que todo mundo precisa de uma boa trilha sonora para voar mais alto
e é a ela que eu apelo sempre...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Lágrimas

Choro... com frequências duvidosas
choro todos os dias quando coloco as lentes de contato
mas meus olhos ficam secos depois de cochilar no ônibus
não choro por relacionamentos
não choro nas crises
não choro nas perdas
não choro com a morte
não choro mesmo
minhas lágrimas tem momentos atípicos para aparecerem
choro com filmes
Shortbus, chorei nas duas primeiras vezes que vi
Meu Primeiro Amor me faz chorar uma vez sim, outra não
Patch Adams me faz chorar sempre
A Noviça Rebelde, só na hora que eles cantam no festival
choro quando escuto o hino nacional
na interpretação da Elza Soares então, eu chego a soluçar
quando está tocando porque um brasileiro ganhou medalha de ouro nos jogos olímpicos
eu começo a chorar antes do hino tocar
dá um nó na garganta
ah sim, choro vendo vídeos de Olimpíadas
a interpretação de Amigos para Siempre do Plácido Domingo
a interpretação de Perhaps Love do John Denver
a interpretação de Sampa do Caetano Veloso
todo canto de amor a terra me faz embarcar a voz
acho que, um dia, num futuro não muito distante
vou estar sentado num quarto escuro qualquer
do outro lado do oceano
sem perspectivas de retorno
e então, aquela música gaúcha vai tocar
e finalmente, eu vou descobrir o que é verter
lágrimas de saudade

Upside down

sede de Shortbus