Não sei a razão de existir do inferno astral ele desnorteia, desconecta, desorienta e não só o ego despenca a imaginação e a felicidade se esvaem nas formas clássicas - ou não aniversários aterradores natais depressivos e o mês de agosto por que agosto? porque sim! sei lá se é o fato de eu não querer ser pai ou talvez eu ter um pouco de cachorro louco quem sabe a mudança do egocentrismo inrustido da lua em leão para a organizacionalidade explícita do ascendente em virgem só sei que agoto tem um efeito devastador sobre mim agosto insano a gosto de Deus ah, gosto - de venenos lentos e ácidos - simplesmente agosto chega quando não preciso de um inferno astral quando não posso me dar ao luxo desses pequenos devaneios psicológicos e o tal do ego não mais incômodo momentaneamente desacomodado começa a balbuciar no ouvido coisas que só o cérebro concatena coisas que nem o coração entende que se exploda agosto! tenho um mundo pela frente a chave da porta do inferno astral nas mãos e, nesse momento a porta vai se manter fechada fico do lado de fora pois não tenho tempo pra incomodar este ego com pequenos maus-presságios astrais o inferno vai ter que esperar
Cara,olha a letra dessa música... absurdo! Não existe maneira mais sutil e sofisticada de falar sobre sexo... videozinho vintage pra satisfazer meus anseios de expressão...
Ontem mesmo eu estava conversando com a Tamara sobre casualidades... Pequenas mentiras que as pessoas contam, grandes tecnologias que os cientistas desenvolvem, aeromóvel, metrô, trem, carro, tráfego... Você sabe. Daquelas conversas longas e prazerosas em que um pensamento leva a outro. Mas ao chegar ao trânsito, conseguimos um consenso. O que provoca mesmo os grandes congestionamentos são aqueles motoristas que trocam de faixa continuamente.
Certamente, são aqueles desesperados que não podem perder a nova novela das sete. Querem colocar os pés pra cima e escorar a cabeça nas almofadas mofadas pela umidade. E, uma vez que estes infelizes conhecem Murphy, eles acreditam piamente que a fila do lado anda mais rápido. Grandiosidade de perseguição. Acúmulo crédulo de esperanças vãs. Tudo que eles conseguem é constatar que a fila do lado - a que eles estavam antes de trocar de faixa - está andando 'menos devagar' que a fila em que eles se encontram. O que eles não constatam é que, ao trocar de faixa, o motorista de trás tem que reduzir a velocidade. E tal bendita/maldita redução, por menor que seja, se propaga como umareação em cadeia... seja por míseros 100 metros, ou por infindáveis 7 quilômetros de fila.
A inconstância e impaciência do coleguinha do carro ao lado me despertou para um certo paradoxo. O trânsito é como a vida. Ou a vida é como o trânsito. Não cheguei a uma conclusão sobre isso. O certo é que nós assumimos a posição que nos é conveniente no trânsito... e na vida. Podemos ser o condutor que troca de pista o tempo todo e, devido a nossa impaciencia e indecisão, atrasamos o avanço dos outros. Podemos ser o motorista do carro de trás, que tem que diminuir a velocidade de suas ações para que os outros se sintam seguros e confortáveis com as mudanças. Podemos ser o cara láááá da frente, andando a 40km por hora numa pista de 80km, e só retardando a vida alheia pela insegurança e lentidão. Ou podemos ser o cara láááá de trás, que alheio a todo movimento, aprecia a viagem de longas horas por miseros metros, sem dar-se conta que sua lentidão não lhe cabe conduzir.
Não sei ao certo que tipo de motorista sou para minha própria existência. E começo seriamente a pensar que nem todo mundo é o mesmo motorista todos os dias. Imagina quão atordoante seria trocar de pista a cada minuto por ser apressado. Ou mais atordoante ainda ver sua vida seguir em velocidade inconstante devido a decisões alheias. Quem sabe o atordoante passe a relaxante se seguirmos a passividade de sermos o ultimo da fila. Inconstância de movimentos nos trás incoerência de filosofias.
Talvez hoje acorde um motorista mais determinado e paciente para alcançar meu destino tão rápido quanto o trânsito determine. Talvez seja mais um feriado de sol na capital, onde os motoristas atordoados se escondem na praia para esquecer o trânsito da metrópole, quando o momento ideal para esquece-lo é enfrentá-lo... sem um mísero condutor a frente, tampouco buzinaços atrás. Talvez influenciar o fluxo dos outros seja uma grande responsabilidade a ser encarada de frente e com personalidade. A questão é encontrar um motivo melhor do que 'não perder a nova novela das sete'.
Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível...
A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se "mudança". De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos Comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa? Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
Rejuvenesceu. Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu. Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face. Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Já falei por aqui que sou um cara eclético. Gosto de Gaga, de Betânia, de Chico, de Marenco. Mas desse eu gosto mais! Happy Birthday my dear idol! Happy 25!
Possivelmente você já ouviu ao menos falar sobre os três tenores. O italiano Luciano Pavarotti, os espanhóis Plácido Domingo e José Carreras.
É possível mesmo que os tenha assistido pela TV, abrilhantando eventos como a Copa do Mundo de futebol.
O que talvez você não saiba é que Plácido Domingo é madrileno e José Carreras é catalão. E há uma grande rivalidade entre madrilenos e catalães. Plácido e Carreras não fugiram à regra. Em 1984, por questões políticas, tornaram-se inimigos.
Sempre muito requisitados em todo o mundo, ambos faziam constar em seus contratos que só se apresentariam se o desafeto não fosse convidado. Em 1987, Carreras ganhou um inimigo mais implacável que Plácido Domingo. Foi surpreendido por um terrível diagnóstico de leucemia.
Submeteu-se a vários tratamentos, como auto-transplante de medula óssea e trocas de sangue. Por isso, era obrigado a viajar mensalmente aos Estados Unidos. Claro que sem condições para trabalhar, e com o alto custo das viagens e do tratamento, logo sua razoável fortuna acabou.
Sem condições financeiras para prosseguir o tratamento, Carreras tomou conhecimento de uma instituição em Madrid, denominada Fundación Hermosa, criada com a finalidade única de apoiar a recuperação de leucêmicos. Graças ao apoio dessa fundação, ele venceu a doença. E voltou a cantar.
Tornando a receber altos cachês, tratou de se associar à fundação. Foi então que, lendo os estatutos, descobriu que o fundador, maior colaborador e presidente era Plácido Domingo. Mais do que isso. Descobriu que a fundação fora criada, em princípio, para atender a ele, Carreras. E que Plácido se mantinha no anonimato para não o constranger por ter que aceitar auxílio de um inimigo.
Momento extraordinário, e muito comovente aconteceu durante uma apresentação de Plácido, em Madrid. De forma imprevista, Carreras interrompeu o evento e se ajoelhou a seus pés. Pediu-lhe desculpas. Depois, publicamente lhe agradeceu o benefício de seu restabelecimento.
Mais tarde, quando concedia uma entrevista na capital espanhola, uma repórter perguntou a Plácido Domingo por que ele criara a Fundación Hermosa. Afinal, além de beneficiar um inimigo, ele concedera a oportunidade de reviver a um dos poucos artistas que poderiam lhe fazer alguma concorrência. A resposta de Plácido Domingo foi curta e definitiva: "porque uma voz como essa não se podia perder."
Fazer o bem sem ostentação é grande mérito. Ainda mais meritório é ocultar a mão que dá. Constitui marca de grande superioridade moral. Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente esse tipo de benefício.
Quando, ao demais, o benefício tem por objetivo maior atender um eventual desafeto, torna-se ainda mais meritório. A criatura demonstra, com tal atitude, estar acima do comum da humanidade.
Que essa história não caia no esquecimento. E, tanto quanto possível, nos sirva de inspiração e exemplo.
Pertenciamo-nos Pertenciamos Pertences nossos De Prefácios e Applauses Resta a nostalgia As risadas sem fim Os puffs amarrotados E a saudade De momentos eternizados pelo tempo Registrados num velho livro de memórias E em nossas remotas/recentes lembranças Momentos benzidos por Deus Benza’Deus Abençoados
Fomos quarteto Fomos sexteto E aos poucos o grupo foi adquirindo novos componentes Aqueles bailes longos com instantes eternizados na memória Servem pra mostrar que cada segundo valeu a pena E que cada reencontro devolve aos lábios Aquele sorriso espontâneo de boas experiências partilhadas Lembradas com carinho a cada novo amanhecer Pistache Coqueluche Catuaba Terrííííveis
A vida molda quartetos Quatro almas diferentes Quatro momentos distintos Quatro sorrisos conjuntos Viagens Festas Fofocas Lembranças Momentos que realmente valem a pena Guardados num retrato de lenços coloridos Emoldurados nas bordas do tempo
Foram muitos dias de espera Ansiedade, fantasia Sonhos que desataram lokos A inventar mil quimeras Aqueles encontros majestosos Regados a canções, carteados, vinhos Cada recuerdo que vale por mil anos Cada segundo que reaproxima mil saudades
Eu me empolgo no inicio Nos gestos Nos sorrisos Nas dedicações Nas dedicatórias Levo comigo cada momento ao teu lado Com a ansiedade de quem te conhece pouco Com a curiosidade de quem te absorve muito Com a certeza que me resta do futuro Na pior das hipóteses A certeza do sorriso Perspectivas de felicidade
Negrinho Roubado Festas infantis Pré-adolescências Verdades-ou-conseqüências Químicas Analíticas e Instrumentais Chimas e Micros Bigodes, Cevas e Saugaudinhos Formatura minha Formatura tua Nossa vida sempre foi feita de capítulos Regados com a cumplicidade de irmãos de pais distintos E a fidelidade que nem distância nem amadurecimento apagam Aquela que eu escolhi por minha irmã
Nossos gênios são incompatíveis Sempre foram Sempre denunciaram nossos defeitos e nossas virtudes Teimosia Cumplicidade Arrogância Compaixão Desapego Amor As vezes me pego pensando todos os momentos que perco por não estar ao teu lado todos os dias Do jeitinho que era antigamente Mas penso que a saudade ainda me traz lembranças De um amor estlagado Com tempero de nostalgia E choro de criança Enquanto formos cabeça-duras Vamos continuar batendo de frente Sem perceber que, desviando um pouco a cabeça pro lado Acabamos abraçados Do jeito que sempre nos permitimos Mesmo distantes Mesmo aborrecidos Somos um só Não diga o contrário (que é o que tu está pensando agora) Eu sei que tu sentes o mesmo Este tempo que nos afasta Só prova o quanto meu amor por ti é infundado E ao mesmo tempo sólido Sinto tua falta Te amo! Te dedico! Te venero!
Tu não és melhor que ninguém Tu não és pior que nenhum outro Tu não és nem mais especial, nem menos Mas tu mereces momentos e dedicatórias só tuas Por um único e simples motivo TU ÉS MINHA! Nada mudou Nada muda Nada mudará Porque é pra sempre Não tens mais que chorar por medo de estar sozinha Mesmo não estando aqui, ainda estou aqui Do jeito que tu sempre sonhou Do jeito que sempre estarei
Sou algum ponto oculto entre os surtos de insônia temperados com neurose e as noites de sono tranquilo adocicadas com auto-estima, mas pode me chamar de Doug!